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18 18UTC dezembro 18UTC 2009

A aplicação do Pensamento Sistêmico às Organizações

Filed under: Sistema — Gerson Dias @ 1:41 pm
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Um dos primeiros estudos neste sentido foi o da dupla Katz & Kahn, em 1978, que definiram a organização como algo que possuí objetivos relacionados à função que desempenham no ambiente. Diziam que função e objetivo devem ser tratados a partir dos resultados de seus processos internos e não dos objetivos de seus líderes. Podemos dizer, baseados neste estudo, que uma empresa desenvolvedora de software não quer “fazer o melhor software, que se encaixe aos objetivos e processos do cliente”, como é definido em sua visão, mas que ela faz o melhor software por decorrência de seus processos de produção. Os autores também definem que a perpetuação de uma organização só é possível através da constante renovação de seu fluxo energético central, resultado de cada ciclo do processo. Podemos então, definir o sistema desta organização como um sistema aberto, com as seguintes características:
1. Entrada de energia: Importação de energia do meio externo;
2. Ganho: Resultante do processo de transformação das entradas energéticas do sistema;
3. Saída de energia: Exportação de energia para o ambiente;
4. Sistemas como ciclo de atividade: A saída é a própria fonte de energia para os próximos ciclos de atividades;
5. Entropia Negativa: Os sistemas sobrevivem obtendo mais energia do que gastam;
6. Entrada de informação, realimentação negativo e o processo de codificação: Sistemas selecionam e codificam informações do ambiente para decidir ações de controle e correção
7. Estado estacionário: Sistemas abertos devem manter seus estados, apesar da contínua importação e exportação de energia para o ambiente
8. Diferenciação: O padrão inicial tende a ser substituído por funções especializadas, aumentando a diferenciação e a elaboração do sistema;
9. Equifinalidade: A capacidade de alcançar o mesmo objetivo final a partir de diferentes condições iniciais e via distintos caminhos.

Nestas características gerais do Sistema, podemos dizer também que temos os seguintes subsistemas:
a. Produção: Subsistema relacionado com o trabalho feito, com o ganho da empresa;
b. Suporte: Obtenção de entradas e disposição de saídas;
c. Manutenção: Assegura a adequação das pessoas em seus determinados papeis;
d. Adaptativo: Assegura respostas adequadas do sistema em relação à variações do ambiente;
e. Administrativo: Direciona, coordena e controle os outros subsistemas e atividades através de vários mecanismos regulatórios.

Diversos outros estudos complementam esta visão sistêmica das organizações e nos colocam diversos outros conceitos que visam agregar o conceito de totalidade e interdependência do sistema com o ambiente. É importante lembrar que a Sistemas sempre exibem alguma característica que nenhuma de suas partes possuí (“o todo é maior que a soma das partes”) e que Sistemas, embora possam ser vistos como constituídos de estruturas, funcionalmente são todos indivisíveis e perdem suas propriedades quando separados.

Assim, entraremos no próximo artigo, na discussão sobre como o pensamento é passado e perpetuado. Teremos, assim, uma introdução sobre o tema Gerencia de Conhecimento.

17 17UTC dezembro 17UTC 2009

Passado e Futuro

Filed under: Uncategorized — Gerson Dias @ 1:25 pm
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Passado e futuro:
Interessantíssimo vídeo de uma palestra de Carlos Felix Ximenes falando da estratégia coorporativa da Google

Presente e futuro:
Explicação didática sobre o que é o SQL Azure

Explicação didática sobre esta forma de passar idéias: The Back of the Napkin – Solving Problems and Selling Ideas with Pictures

E, finalmente um passado sempre presente:
Noite de Reis – Globe – até 19/12/2009

É isso!

16 16UTC dezembro 16UTC 2009

O Pensamento Sistêmico aplicado às Organizações

Filed under: Sistema — Gerson Dias @ 5:23 pm
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Continuação da série de artigos iniciada aqui

“[...] qualquer principio de método para intervenção no mundo real precisa conter certos pressupostos acerca de como alguém pode e deve aprender acerca da realidade e acerca da natureza dessa realidade. Isto é verdade se esses pressupostos são formulados explicitamente ou permanecem ocultos. Os projetistas de metodologias sistêmicas. consciente ou inconscientemente incorporam em suas metodologias pressupostos acerca da natureza do pensamento sistêmico e acerca da natureza do sistema social” (Jackson. 1991. p. 18)

As primeiras tentativas de trazer os conceitos do Pensamento Analítico e Sistêmico para o mundo das Organizações ocorreram nas décadas de 1940 e 1950 e consistiam em trazer práticas da engenharia para a formulação de metodologias para projetos, análises de alternativas econômicas e resolução de problemas em organizações humanas. Os principais objetivos eram projetar, otimizar e operar tais organizações.
As primeiras abordagens para se chegar a estes objetivos foram chamadas de abordagens clássicas, onde observamos as seguintes metodologias:
1. Engenharia de Sistemas: Extensão da aplicação da engenharia em complexos formados por partes em interação. Em sua forma original visava, principalmente, projetos físicos e, adiante, foi incluído também na concepção dos modelos dos projetos, visando, sempre, a ótima utilização dos recursos;
2. Análise de Sistemas: Desenvolvido para apoio de operações militares, consiste em um meio de apreciação econômica de todos os custos e as conseqüentes formas de alcançar determinado objetivo. Envolve testes de viabilidade e performance dos requisitos, cuja provisão supostamente irá resolver o problema em exame. Visa economia e desempenho e a concepção de um projeto de Análise de Sistemas envolve:
i. Definição dos objetivos e dos critérios relevantes para decidir entre as opções alternativas e o exame de sua viabilidade em termo de custo e eficiência versus tempo necessário e risco envolvido
ii. Estudo de alternativas melhores e seleção de outras metas, caso as primeiras forem consideradas inconvenientes
3. Pesquisa Operacional: Também desenvolvido para fins militares, é muito parecida com a Análise de Sistemas, porém, enquanto esta está preocupada com questões estratégicas, a pesquisa operacional aplica-se mais em questões tático-operacionais. Utiliza amplamente a técnica da árvore de decisão para avaliar os distintos caminhos que uma decisão pode ter e suas conseqüências. Os projetos, geralmente, tem as seguintes fases:
i. Definição do problema
ii. Construção de um modelo matemático que o represente
iii. Derivação de uma solução do modelo
iv. Estabelecimento de controles sobre a solução
v. Implementação
É claro em nestas definições que supomos que o problema pode ser resolvido estabelecendo-se uma meta e descobrindo, entre várias alternativas possível, aquela que irá satisfazer otimamente este objetivo. Porém sabemos que tais características só podem ser encontradas em problemas típicos de situações estruturadas como, por exemplo, a reestruturação de uma planta industrial, onde a tipificação do problema, procedimentos e métricas de performance são muito claras. Vemos que muitos dos problemas encontrados nas organizações não obedecem a esta fórmula e podemos elencar as seguintes deficiências do pensamento analítico:
• Domínio de aplicação muito pequena, jpa que a maioria das questões administrativas em organizações envolvem situações em que o fim a ser alcançado é, muitas vezes, a parte principal do problema a ser resolvido.
• Tais técnicas não contemplam procedimentos para a resolução de conflitos quanto ao objetivo. Quem terá a palavra final? A pessoa que tiver mais poder?
• A ausência de pressupostos capazes de lidar com o componente humano. Pessoas são partes do sistema? O influenciam externamente? Pessoas são peças?
• Necessidade de quantificação. E os aspectos qualitativos?

No próximo artigo veremos como estas questões levaram a estudos sobre como o Pensamento Sistêmico pode ser aplicado às organizações. Também iremos falar um pouco sobre Gerência de Conhecimentos

15 15UTC dezembro 15UTC 2009

Pensamento Analítico x Pensamento Sistêmico

Filed under: Sistema — Gerson Dias @ 2:08 pm
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1º artigo da série que abordará o conceito de Sistema (baseados na dissertação de mestrado de Humberto Kasper – Dissertação_HumbertoKasper)

D

urante a história muitas foram as formas com que o pensamento humano delineou-se e evoluiu. Seja por motivos históricos, como a grande influencia da Igreja durante a idade média, seja pelas idéias revolucionárias de pensadores de determinada época, através da cultura, dos costumes e do momento que a humanidade vive, é possível traçar uma linha pela qual as descobertas e até mesmo os anseios dos homens podem ser claramente previstos.

Neste contexto estudar o que levou a humanidade a duas formas de pensamento, de certa forma contraditória entre si, que é o Pensamento Analítico e o Pensamento Sistêmico.

O Pensamento Analítico surgiu como uma nova forma de pensar no mundo e na ciência, em oposição ao pensamento da Igreja Medieval, que retorna ao filósofo Aristóteles da Antiguidade. Tendo como precursores Kepler, Copérnico, Galileu, Descartes e Newton têm como definição primeira que os movimentos são resultados de uma força que age sobre algo e não da finalidade ou da natureza de um determinado corpo. A sustentação teórica deste pensamento sempre vem da matemática aplicada aos conhecimentos e observações empíricas.

Nesta corrente, o Universo é visto como uma grande máquina perfeita, onde cada fenômeno pode ser dividido em causas menores e menores (aceitando-se o principio de que haverá um momento em que não será mais possível tal divisão) que podem ser analisadas, por sua vez, independentemente. No Pensamento Analítico temos as seguintes características:

  • Análise: Todos os fenômenos podem ser compreendidos examinando separadamente suas partes;
  • Reducionismo: Qualquer fenômeno pode ser convenientemente explicado partindo-se de causas particulares para causas cada vez mais genéricas;
  • Determinismo: Todas as relações entre os fenômenos ou entre as partes de um fenômeno pode ser reduzida a relações causais simples;
  • Mecanicismo: Derivada das anteriores, vê o universo como uma grande máquina.

Tal Pensamento moveu o homem no momento histórico do século XIX, chamada de “era das máquinas”, onde as características e qualidades dos fenômenos eram subjugadas pelo valor das partes que as compõem. É interessante notar que tal pensamento começou a se modificar a partir da descoberta do conceito de entropia, que diz que um sistema mecânico fechado, se não receber energias externas, tende a desordem tal que perderá a capacidade de produzir Trabalho. Assim, o Universo não poderia ser analisado nas suas partes independentemente do contexto onde estava inserido. Assim, temos a volta do pensamento qualitativo à Ciência, preconizando a interdependência entre os fenômenos e conceitos como morfologia, auto-organização de sistemas vivos e a unidade do planeta como ecossistema.

Esta nova forma de pensar, o chamado Pensamento Sistêmico, tinha como objetivo a compreensão de um fenômeno dentro de um contexto e a compreensão das interações entre os vários elementos presentes. Assim, podemos dizer que o conceito de sistema se estende por três aspectos constitutivos centrais:

  • Elementos ou objetos inter-relacionados (ou Complexidade Organizada)
  • Processos de comunicação e controle, bem como estruturação em nível (ou Organização Sistêmica);
  • Propriedades emergentes e capacidades adaptativas como características pelas quais um sistema é identificado como um todo integral, totalidade ou Unidade Complexa.

Tais aspectos tornam-se claros conceitos intrínsecos aos sistemas quando entendemos que Complexidade Organizada refere-se a fenômenos que tem várias variáveis inter-relacionadas, que exercem determinados padrões de interações (organização sistêmica) com uma unidade complexa entendida como as propriedades globais de um fenômeno que não podem ser deduzidas em partes e/ou seus subsistemas.

Hello World

Filed under: EmOFF — Gerson Dias @ 1:51 pm
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Sim, este é o post inicial. E como todo bom inicio, vou dizer os porquês disto. 1º – Nome: BardoNet ou BarDoNet? Sim, será um blog técnico (as vezes poderá parecer que não), mas com um enfoque humano, artístico e sem muita pretensão. E claro, lembrei dO Bardo, Shakespeare, e sua frase que embalará este caminho. “Estar pronto é tudo”. Alguém discorda?

Então…. é isso!

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